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Cozinhar e risco de demência: estudo japonês com 10.978 idosos

Senhora idosa a cortar legumes numa cozinha moderna e iluminada, com livro aberto e óculos na bancada.

Cozinhar como estímulo afetivo e cognitivo

A atividade na cozinha pode funcionar como um estímulo afetivo e mental, com impacto em pessoas de diferentes contextos socioeconómicos, independentemente do grau de conhecimento ou de mestria culinária.

Resultados do estudo japonês sobre demência

Cozinhar pode ter um efeito terapêutico e, de forma inesperada, estar associado a uma diminuição do risco de demência em pessoas idosas, em cerca de um terço da incidência. Os ganhos parecem ser ainda mais expressivos quando a preparação de refeições caseiras se inicia em idades mais avançadas, com uma redução do risco na ordem dos 70%.

Estas conclusões resultam de uma investigação realizada no Japão e publicada no Journal of Epidemiology & Community Health. O trabalho acompanhou 10.978 participantes com 65 anos, avaliando a sua evolução ao longo de seis anos.

Segundo os dados apurados, entre pessoas com experiência, preparar uma refeição do zero uma vez por semana esteve associado a um risco 23% menor de demência nos homens e 27% menor nas mulheres, quando comparado com quem cozinha menos de uma vez por semana. Já entre quem estava a começar, foi reportada uma redução dos riscos na ordem dos 67%.

Como foi feita a avaliação das refeições caseiras

Para chegar a estes resultados (cuja síntese pode consultar no original), os participantes indicaram, num questionário, com que regularidade preparavam refeições caseiras do zero.

Em seguida, o estudo analisou sete competências possíveis, incluindo a capacidade de descascar e preparar fruta e legumes e ou fazer ensopados. Os resultados mostraram que quase metade dos participantes cozinhava cinco vezes por semana.

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