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José Luís Carneiro convida o primeiro-ministro a visitar mercados para avaliar o custo de vida

Dois homens conversam num mercado ao ar livre com bancas de frutas e peixe frescos à volta.

Convite no mercado de Angeiras para avaliar o custo de vida

O secretário-geral do PS desafiou este sábado o primeiro-ministro a fazer uma visita a um mercado para “tomar conta ao custo de vida”.

À margem de uma deslocação ao mercado de Angeiras, em Matosinhos, no distrito do Porto, José Luís Carneiro deixou o repto: "Encontro-me aqui para fazer um convite ao primeiro-ministro. É o convite para que ele possa visitar o mercado de Angeiras ou que possa visitar o mercado de Benfica ou de Alvalade para poder tomar conta do custo de vida", afirmou.

As contas do PS: mais 147 euros em maio face a janeiro

De acordo com os cálculos do líder socialista, "uma família de quatro pessoas que consuma cerca de 100 litros de gasóleo por mês, que consuma duas garrafas de gás, que tem um empréstimo até 150 mil euros para a sua casa e que, em regra, também faça uma vida quotidiana, está a ter um custo em maio superior a 147 euros do que o custo que tinha em janeiro".

Propostas do PS e críticas à posição do Governo de Luís Montenegro

José Luís Carneiro recordou que o "PS apresentou propostas que permitiam reduzir em 67 euros este custo com o cabaz alimentar", mas que essas medidas acabaram recusadas pelo executivo liderado por Luís Montenegro. "Nós, o PS, não compreendemos a insensibilidade do primeiro-ministro para que recuse, para que continue a rejeitar as propostas que o PS tem apresentado para o custo de vida", declarou.

A razão, sublinhou, é que "o custo de vida está, neste momento, a causar graves constrangimentos às famílias e nada faz supor que haja alterações substantivas nas condições económicas internacionais".

O secretário-geral do PS elencou ainda algumas das medidas apresentadas pelos socialistas para responder à subida do custo de vida: "Nós apresentámos propostas para reduzir o IVA sobre os custos com os combustíveis, os custos com a eletricidade, os custos com o gás e, simultaneamente, também para começar a cautelar os custos com os bens alimentares, com o agroalimentar", enumerou.

No apelo final, insistiu: "E é muito importante que o primeiro-ministro não ignore, não esqueça, não seja insensível aos problemas da vida das pessoas".

Tribunal Constitucional, Lei da Nacionalidade e críticas a André Ventura

Confrontado por diversas vezes com a decisão do Tribunal Constitucional sobre a Lei da Nacionalidade, o líder do PS optou por não fazer comentários, mas deixou críticas ao líder do Chega, que admite avançar com um pedido de referendo sobre essa decisão.

"André Ventura, sendo ele formado em direito, vê-se mesmo que é para distrair as atenções, porque é evidente que aquilo que ele disse não é sequer possível, não é viável. Ou seja, não é viável referendar uma decisão do Tribunal Constitucional", começou por afirmar.

E acrescentou: "Eu pergunto, então ele não sabe isto? Pois com certeza que sabe, só que faz isso precisamente para distrair as atenções da opinião pública e com isso *está a ser uma boa muleta ao Governo *que é retirar a atenção das pessoas daquilo que importa à vida das pessoas", acusou.

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