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Morreu Hélder Chagas, figura do Ribamar em Sesimbra, aos 76 anos

Chef sénior com avental azul apresenta prato de peixe num restaurante com vista para o mar e barco ao fundo.

Hélder Chagas e o Ribamar de Sesimbra

A restauração portuguesa fica de luto com a morte de Hélder Chagas, que faleceu de forma súbita, na terça-feira, 28 de abril, aos 76 anos. Referência maior da cozinha de mar, foi durante muitos anos a figura central na consolidação do Ribamar, em Sesimbra, como um dos nomes incontornáveis nacionais quando o tema é peixe e marisco.

Instalado junto ao areal e com 75 anos de portas abertas, o restaurante transformou-se, sob a sua liderança, num emblema da gastronomia costeira portuguesa. O Ribamar permaneceu sempre na esfera familiar, atravessando três gerações, e, nos tempos mais recentes, a gestão passou a ser partilhada com a filha, Rita Chagas.

Legado na cozinha de mar e pratos clássicos

Além deste endereço marcante, Hélder Chagas esteve associado a outras casas, como o Angelus, o Pedra Alta e o Ribas. Ainda assim, foi no Ribamar que deixou a marca mais duradoura, assinando clássicos da carta como “Croquetes de choco”, “Sopa rica de peixe e marisco” e “Bife de espadarte com molho de alho”.

Reação do município e cerimónias fúnebres

A Câmara Municipal de Sesimbra manifestou publicamente o pesar pela morte do cozinheiro, aos 76 anos, descrevendo-o como “figura maior da gastronomia sesimbrense e nacional”. De acordo com a autarquia, “ao longo de várias décadas, o seu contributo foi decisivo para a promoção de Sesimbra como destino turístico de excelência, em particular da sua gastronomia ligada ao mar”, acrescentando ainda que o Ribamar “continua a ser um dos grandes símbolos do turismo e da gastronomia de Portugal”.

“O talento e criatividade de Hélder Chagas, aliados a uma paixão imensa pela cozinha, valeram-lhe sempre o respeito e admiração dos seus pares”, sublinha também o município, rematando: “Sesimbra perdeu um homem com grande visão, que percebeu cedo as potencialidades do seu mar, do seu peixe e marisco, da sua tradição e das suas gentes”.

O funeral teve lugar na quinta-feira, dia 30, às 9h30, no complexo funerário da Quinta do Conde, seguindo-se a cremação.

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