À medida que as sardinhas - por vezes com um preço mais elevado - regressam às mesas dos portugueses, está prevista a captura de mais de 33 mil toneladas. Escolher bem este peixe não tem de ser um bicho-de-sete-cabeças, mas há sinais claros que ajudam a acertar. E a comprar melhor.
Se é fã de sardinha e já está a contar os dias para as primeiras do ano, convém saber o que observar no momento da compra e, se for preciso, como a guardar. Aproveitando a época em que volta a aparecer com mais regularidade no mercado, reunimos os passos essenciais a seguir.
Como escolher sardinhas frescas
O principal é simples: "o brilho conta". Se a pele apresentar cores baças ou pouco vivas, é melhor não levar.
Olhos e guelras: o que procurar
Outro indicador importante está nos olhos. Devem estar salientes, com a córnea transparente e a pupila negra e circular. Segundo a Deco Proteste, deve rejeitar peixe com "olhos côncavos, com córnea opaca ou ensanguentada, pupila acinzentada e distorcida".
Nas guelras, procure um vermelho bem vivo. Quanto ao cheiro, deve lembrar o mar e as algas. Se notar ranço, amoníaco ou um odor azedo, isso pode ser sinal de má conservação - e, por isso, é de evitar.
Transporte e conservação no frigorífico
Para as levar para casa, o ideal é usar um saco térmico e com espaço, para que a temperatura não oscile e para que as sardinhas não fiquem demasiado espalmadas durante o percurso.
O melhor é consumi-las no próprio dia. Em alternativa, ainda poderá fazê-lo até ao dia seguinte, desde que as mantenha na zona mais fria do frigorífico.
Antes de cozinhar
Antes de as preparar, passe-as por água. No entanto, tenha em conta que, se as lavar com água doce e não as cozinhar logo a seguir, tendem a amolecer e a perder sabor.
A sardinha regressa, a partir desta segunda-feira, 4 de maio, às lotas e às mesas nacionais, com uma quota de 33.446 toneladas, menos 2,8% do que em 2024, como avança o "Jornal de Notícias".
Comentários
Ainda não há comentários. Seja o primeiro!
Deixar um comentário