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Estudo liga "crononutrição" a jantar depois das 21h, pequeno-almoço e risco de AVC

Mesa redonda com refeição composta por carne, batatas, fruta, cereais, copo de vinho, chá quente e água num interior iluminad

Para os cientistas, a hora a que se fazem as refeições - e até a opção de não tomar pequeno-almoço - tem um papel decisivo na sincronização de funções essenciais do organismo e do repouso. Essa escolha acaba por se repercutir, entre outros aspetos, na regulação da pressão arterial, um fator associado às patologias descritas.

"Crononutrição" e o impacto do horário das refeições

A ciência está a esclarecer melhor a ligação entre a hora do jantar e do pequeno-almoço, o intervalo de jejum intermitente e riscos concretos para a saúde, com particular destaque para o caso das mulheres.

Jantar depois das 21h e risco acrescido de AVC

Um estudo conduzido por cientistas franceses concluiu que jantar depois das nove da noite está correlacionado com um aumento de 28% no risco de acidentes vasculares cerebrais, sobretudo nas mulheres. A comparação foi feita com quem janta pelas oito da noite - apenas uma hora mais cedo.

Pequeno-almoço às 9h, jejum noturno e doenças cardiovasculares

A mesma investigação, realizada no âmbito deste capítulo da "crononutrição" - isto é, a hora a que se come - trouxe também dados sobre a primeira refeição do dia. Segundo a equipa, a análise indica que quem toma o pequeno-almoço pelas nove da manha tem 6% mais probabilidades de incorrer no risco de doenças cardiovasculares do que quem o faz antes e até às oito da manhã.

Desta forma, o período de jejum durante a noite também influencia a saúde, aumentando o risco de AVC se esse período for encurtado.

Como foi feito o estudo e qual a conclusão principal

A equipa - que reuniu investigadores da Université Sorbonne Paris Nord, do Instituto de Saúde Global de Barcelona e do Inserm - analisou dados de mais de 103 mil franceses, maioritariamente mulheres (79%) e com idade média de 42 anos. O objetivo foi identificar a relação entre padrões alimentares e doenças cardiovasculares predominantes, concluindo que, por cada hora de atraso nas refeições, existe um incremento de 6% de risco.

E se estes dados, publicados na revista "Nature", ajudam a clarificar a relevância do horário das refeições para lá da qualidade do que se come, os investigadores sublinham que são necessários mais estudos nesta área.

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